“Grita. Vai, grita. Gosto de silêncio, mas o teu me faz chorar.
“Eu me preocupava bastante com o que queria ser quando crescesse, quanto ganharia ou se me tornaria alguém importante. Às vezes, as coisas que você mais quer, não acontecem. E às vezes, as coisas que jamais esperaria, acontecem. Você encontra milhares de pessoas e nenhuma delas te tocam, e então encontra uma pessoa, e sua vida muda. Pra sempre.
“E meio que sem querer, eu me apeguei a você.
“Não sei receber elogios, fico sem saber o que fazer, me atrapalho e acabo trocando de assunto – quando não troco as pernas e tropeço em algum canto de mim. Sorrio para disfarçar desconfortos.
“Até que foi bom você ter partido o meu coração, agora não posso mais fazer a bobagem, de entregar ele inteiro pra alguém de novo.
“É uma coisa que me dói muito, esses seus silêncios.
“A carência é nossa inimiga número um. Você já parou para pensar nas besteiras que faz por carência? Liga pra relacionamentos falidos, dá bola pra babacas, etc…
“Saudade é um bicho ruim, um bicho de 7 cabeças. Não sei lidar.
“Escrevo numa tarde cinzenta e fria, trabalho pra espantar a solidão nos meus pensamentos, hoje assumi em público a minha doença, estou mais leve, mais livre, mais ainda tenho muitos medos, medo de voar, de amar, de morrer, de ser feliz, medo de fazer análise e perder a inspiração, ganho dinheiro cantando as minhas desgraças, comprar uma fazenda e fazer filhos talvez fosse uma maneira de ficar pra sempre na terra, porque discos arranham e quebram.
“Não se apegar é uma dádiva. Você vê a pessoa indo embora e ainda dá tchauzinho.